Ao preparar a reportagem sobre a expansão marítima dos Vikings que está no atual número de Galileu (aliás, se o filme “Desbravadores” estiver em cartaz em sua cidade, não deixe de assisti-lo) entrei em contato com o maior especialista do assunto no Brasil, o paranaense Johnni Langer. E nesse contato fiz uma descoberta preciosa: a revista eletrônica Brathair, da qual Langer é um dos diretores editoriais. O material é quase todo escrito em português, em sua maioria por estudiosos daqui. Os artigos focam em povos e temas sobre os quais nós, brasileiros, possuímos, em geral, pouca informação e muita fantasia: cultos celtas, guerreiros saxões, rituais neolíticos e até o mito do mago Merlin. Se você já é um admirador das lendas do rei Arthur tantas vezes retratadas no cinema (acima está a versão mais recente, de 2004, com Clive Owen), que tal dar um pulo da ficção para a história e conhecer mais sobre a cultura que inspirou a obra? E aqui vai uma dica pessoal: um artigo sobre a influência do paganismo germânico no clássico “O Senhor dos Anéis”, escrito pelo meu colega e colaborador de Galileu Reinaldo José Lopes. Boa leitura!
Você conseguiria passar duas semanas sem proferir uma palavra sequer? Pois bem, é exatamente isso que Ciro Pessoa -- poeta, cronista e músico -- resolveu fazer a convite de Galileu. Sua experiência, uma das práticas do budismo, será narrada num blog-diário e depois fará parte de uma reportagem a ser publicada na nossa edição de janeiro. Faça uma visita clicando aqui. Ciro está à sua espera.
Para descobrir, faça esse teste aqui. As primeiras fases qualquer anta passa, mas os níveis seguintes são para mamíferos mais espertos. Chato é que, quando se erra, é preciso começar tudo outra vez. (OBS.: está em inglês, uma involuntária nota de corte.)
Como será o veículo que vai levar o homem de volta à Lua, daqui a pouco mais de uma década? Os americanos costumam chamar as questões de importância capital de “perguntas de US$1 milhão”. Só que, neste caso a pergunta vale US$ 2 milhões. Este é o valor que a Nasa oferece aos construtores independentes que construírem um artefato que seja capaz de realizar manobras de decolagem e pouso vertical, num cenário que reconstitui a esburacada superfície da Lua. Os competidores apresentam suas criação num evento anual conhecido como “Desafio do pouso Lunar”. A edição deste ano aconteceu entre sexta e ontem, numa base militar no Novo México, EUA. Durante o evento, a companhia Armadillo Aerospace esteve perto de colocar a mão em parte da grana. Seu aparelho, batizado de MOD, já havia feito testes bem sucedidos (veja aqui). Mas na hora de realizar a decolagem e o pouso na frente dos jurados, o MOD foi tomado pelas chamas durante o lançamento.
Eventos assim vão lentamente nos preparando para o retorno à Lua, que deve acontecer na próxima década. Qual a será a reação da humanidade quando a exploração lunar for retomada? O vídeo abaixo, produzido pelos organizadores do Lunar Challenge sugere um possível cenário – o mais otimista, talvez. E você, o que vai fazer no dia do próximo lançamento para a Lua?
Em vez de ficar procurando o clipe da nova banda indie do interior do País de Gales, corri atrás do que havia sobre discos de vinil no YouTube. Acabei me deparando com o espetacular vídeo abaixo, que mostra como essas bolachas deliciosas ganham vida. Para quem me acha saudosista, sugiro o seguinte exercício: ouça uma música em MP3 e repita a experiência com a mesma música em vinil. Prefere a versão digital? Tudo bem, tem gente que prefere resolver um problema no McDonald’s a viver uma experiência gastronômica no restaurante catalão El Bulli. EF
Queremos ser Hunter Thompson (ou como nossos repórteres viraram personagens de seus próprios textos)
Você sabe o que é “jornalismo gonzo”? A definição mais simples é a seguinte: estilo que coloca o repórter como personagem central do texto por meio de uma narrativa em primeira pessoa. Fruto dos efervescentes anos 1960, ele é uma das bases do chamado “new journalism” norte-americano. O pai da matéria foi o lendário Hunter Thompson (foto acima). Coloquemos o sujeito sob os holofotes.
Nascido em 1937, Thompson foi um maluco dos bons. Indomável, bebaço, usuário contumaz de drogas e fissurado por armas de todo tipo, começou a chamar atenção em 1966, quando publicou “Hell’s Angels: The Strange and Terrible Saga of the Outlaw Motorcycle Gangs”, livro no qual narra as experiências que viveu ao longo de um ano como membro do grupo de motoqueiros mais casca-grossa da história. A partir daí, passou a publicar seus textos em revistas como “Esquire”, “The New York Times Magazine”, “Sports Illustrated” e, sobretudo, “Rolling Stone”.
Seu livro de maior sucesso, “Fear and Loathing in Las Vegas” (1972), narra uma aventura lisérgica na capital mundial da perdição. Escalado para cobrir uma corrida de motos, o escriba deixou a gasolina de lado e mergulhou numa viagem movida a paranóia. A obra virou filme em 1998, com um careca e quase irreconhecível Johnny Depp no papel do alter-ego de Thompson e um brilhante Benicio del Toro como seu não menos alucinado companheiro.
Frustrado com a aproximação da velhice, o repórter estourou os próprios miolos enquanto falava ao telefone com sua mulher, em 20 de fevereiro de 2005. Tinha 67 anos.
O legado de Thompson está aí. No Brasil, seu maior herdeiro talvez seja Arthur Veríssimo. Nosso colunista é um gonzo desde o início de sua carreira, nos anos 1980. Tenho o maior orgulho de contar com seus textos na Galileu e de considerá-lo um de meus amigos. A coluna Peregrino é um “best of” de suas experiências.
Nossos leitores mais atentos devem ter percebido que o espírito de Thompson baixou por aqui nos últimos meses, na forma de breves reportagens escritas em primeira pessoa e inseridas na seção Enter. Sempre incógnitos, nossos penetras embarcaram em missões que têm a ver com nosso universo temático – nada tão heavy quanto as aventuras de nosso patrono, claro. Eis um pequeno rescaldo do que já fizemos.
Fast date, artilharia rápida e pesada (junho) A repórter Juliana Tiraboschi e o editor Edson Franco encararam a primeira maratona de encontros-relâmpagos realizada no Brasil como nossos espiões. Moda nos EUA há um bom tempo, a modalidade consiste em uma sequência de bate-papos de cinco minutos com possíveis candidatos a donos do seu coraçãozinho. Até onde a gente sabe, nenhum dos dois engatou qualquer romance ao final da experiência. Será?
Fantasma é coisa séria (agosto) Devidamente matriculada, a repórter Fernanda Colavitti (ou a publicitária que a garota fingiu ser) frequentou um curso de introdução à parapsicologia durante uma semana no Instituto de Estudos Psicobiofísicos de São Paulo. Apesar do papo sobrenatural, nenhum ectoplasma pintou na área. E a Fê segue sem acreditar em fantasmas.
Coma tudo que quiser e emagreça (setembro) Mais uma missão para a Ju: ser a cobaia humana de uma “dieta sem dieta”. Seguindo as regras do livro de mesmo título, escrito pelo britânico Ben Fletcher – diretor da Faculdade de Psicologia de Hertfordshire, Inglaterra – nossa repórter passou um mês com a geladeira liberada, mas começou a fazer muito mais atividades físicas no seu dia-a-dia (não só exercícios). Resultado: menos 1,5 kg.
Física quântica para todos (outubro) Incógnito e sem credencial de imprensa, o repórter Pablo Nogueira assistiu à palestra do guru Amit Goswami. Como vários outros arautos da nova era, o indiano mistura consciência cósmica, física quântica e business. Uma coisa meio “O Segredo”. Nosso especialista em hard science (física e muito, muito mais) saiu da parada impressionado. Para o bem e para o mal.
Versão brasileira (novembro) A edição que está nas bancas traz o relato de Edson Franco a respeito de sua primeira experiência como dublador de seriados. Dono de uma voz poderosa (saca o Barry White?), Edson poderá ser ouvido em um epísódio de “Star Gate: SG-1” com estréia prevista para 22 de novembro.
Pois bem, agora Galileu quer saber: quais serão as próximas aventuras de nossa equipe? Sugira o que quiser. E não tenha receio de meter a moçada em roubadas cada vez mais divertidas.
O que você faria se tivesse alergia a algum tipo de ingrediente e fosse viajar para um lugar cujo idioma não seja nada familiar, como a China? Se a idéia era confiar na sorte, então aí vai uma dica melhor. Pesquisadores e estudantes da universidade Wageningen, na Holanda, traduziram nomes de mais de 200 componentes alergênicos presentes em alimentos. A lista pode ser baixada em PDF e contém a tradução de cerca de vinte idiomas para outros trinta. Não esqueça de incluir o endereço do site na bagagem.
Sou meio suspeito para falar de nossos vizinhos da revista Autoesporte, afinal, toco numa banda com dois dos caras da sua equipe (os inseparáveis Glauco Lucena e Alexandre Carvalho). Mas quero dar uma boa dica a você, caro leitor de Galileu. Vá até o blog da redação da revista e veja os posts do editor Hairton Ponciano Voz direto de Tóquio. Escalado para cobrir um dos salões automotivos mais importantes do mundo, o sujeito anda subindo textos e imagens bem bacanas com suas impressões sobre o que rola nas ruas do outro lado do mundo. Minha fissura por conhecer o país aumentou em alguns graus.
Dia desses mencionei aqui um trailer falso do Lost em que os caras da série eram apresentados com a trilha do clássico "Esquadrão Classe A", malandragem conhecida como mash-up. Pois vários (tá, dois) leitores pediram mais informações sobre essa história.
Antigamente (estou falando de 2001, 2002) os fãs se limitavam a fazer novos e melhores trailers de suas obras preferidas. Pegavam algum dos "Senhor dos Anéis" ou "Matrix", escolhiam outras cenas, botavam outra trilha, e a coisa ficava melhor que o original. Até alguém se dar conta de que o trailer não precisava ser fiel ao filme. As mesmas imagens, rearranjadas, ganhavam outro sentido: terror vira romance, comédia vira thriller e por aí vai. O segundo estágio da piração é misturar material de vários filmes no mesmo trailer. A modinha teve seu auge ano passado e hoje caiu na mesmice, mas ainda dá para rir bastante com os melhores do gênero (você encontra esses e centenas de outros no site The Trailer Mash):
• 10 Things I Have About Commandments — O épico bíblico "Os 10 Mandamentos" vira uma comédia adolescente, com Moisés e Ramsés disputando popularidade. Sobra até pra "Pulp Fiction" • Titatic: The Two Surface — "Sequência" de Titanic, em que Jack ressuscita, feita com cenas de outros filmes de Leonardo de Caprio • O Iluminado — Um dos filmes mais assustadores de todos os tempos vira uma doce comédia sobre adoção • Must Love Jaws — Já viu "Tubarão", aquele filme divertido sobre amor e amizade? • Brokeback to the Future — Genial. Pegaram a trilogia "De Volta pro Futuro" e transformaram em uma paródia de "Brokeback Mountain" • Scary Mary — Conheça Mary Poppins, a babá do inferno
Pesquisa publicada na edição de outubro do “Journal of Epidemiology and Community Health” resolveu analisar cientificamente o lema “viva rápido, morra cedo”, seguido à risca por inúmeros gênios da música desde 1956, ano da explosão do rock’n’roll. Eis os resultados do estudo, que analisou ainda estrelas de estilos como pop, hip hop, punk, música eletrônica e até mesmo new age(!).
Número de músicos estudados: 1.064 Número de mortos até 2005: 100 Idade média à época da morte: 41,78 (entre norte-americanos) e 35,18 anos (europeus) Porcentagem de mortes relacionadas ao uso de drogas e/ou álcool: 31% Aumento do risco de vida em comparação à média da população: 1,7 vezes
Quando pensamos em nomes como Jimi Hendrix, Brian Jones, Kurt Cobain (aí em cima), Janis Joplin, Elvis Presley, Keith Moon e Jim Morrison (para ficar em poucos) os números ficam um pouco menos frios e as lembranças um pouco mais carinhosas. Fiquem espertos, meus caros devotos do rock'n'roll!
Próxima missão do ônibus espacial à ISS terá mulheres nos postos principais
Com 60% de chances de decolar amanhã do Cabo Canaveral, na Flórida em direção à Estação Espacial Internacional, a missão de número 120 do ônibus espacial vai entrar para a história. O destaque virá pela participação feminina. Pela segunda vez o ônibus espacial será chefiado por uma mulher. A função será desempenhada pela ex-piloto de testes Pamela Melroy (acima). Ao chegar à EEI, Melroy será recebida por Peggy Whitson, que, desde 12 de outubro, tornou-se a primeira astronauta na história a comandar a estação.
O atual quadro de astronautas da Nasa contabiliza 73 homens e 18 mulheres. Ou seja, elas estão longe de corresponder sequer à metade do total. Mas a escalação coincidente de Melroy e Whitson para postos de comando é um bom indicativo de que, do ponto de vista operacional, a ala feminina não deve nada a seus colegas Barbados (ou melhor, barbeados). E o encontro entre as duas comandantes comandantes se torna ainda mais significativo quando se leva em conta que, até 1978, a Nasa não aceitava mulheres.
Mas outros motivos tem levado a Nasa a considerar a missão STS 120 com atenção especial. Os astronautas estão levando a bordo o módulo “harmonia”, que deverá ser acoplado à estação. Essa tarefa será a mais complexa operação de construção em órbita já realizada. No inicio do mês, o engenheiro chefe da nasa, Michael Ryschkewitsch, expressou por escrito sua preocupação com o estado de alguns painéis de proteção do Shuttle. Por conta das avaliações quanto à segurança da nave, houve um debate interno sobre a manutenção da data do lançamento. Um extenso trabalho de reparo poderia atrasar o cronograma por dois meses. Ao final, decidiu-se que os pontos identificados por Ryschkewitsch não representavam risco, e a data foi mantida.
E que tal ver a EEI da perspectiva que têm os astronautas?
Dedico este post a todos aqueles que ainda não saíram da fase oral. Os personagens da foto acima fazem parte da turma Funwari Milk-chan. Criados pela empresa Jun Planning, eles vivem num vilarejo distante e pacífico. Cada um deles tem uma personalidade ímpar e cultiva hobbies distintos. Mas uma coisa eles têm em comum: todos são seios! É isso mesmo. Seios falantes!!! Para realçar essa característica, a empresa anuncia que as versões em pelúcia (vendidas por cerca de US$ 9 a unidade) “cabem na palma da mão”. E tiram o que poderia haver de inocente no brinquedo. EF
Nossos amigos do Faz Caber, o blog da moçada que faz a arte da revista Época, subiram um post muuuito legal com a análise do tratamento das fotos da jornalista Mônica Veloso publicadas pela Playboy. Veja aqui. HG
Uma empresa japonesa de aparelhos celulares foi além das câmeras, mp3 e outros penduricalhos do gênero e desenvolveu um protótipo com acessórios muito mais úteis, na minha opinião. Uma espécie de bafômetro, que avisa se a pessoa está com mau hálito, um pedômetro (um medidor de passos), pulsômetro e um medidor de gordura corporal. Além de alertar o usuário para escovar os dentes ou chupar uma balinha ardida com urgência, o telefone também oferece um aconselhamento de exercícios, contador de calorias e ainda manda mensagens de incentivo para a pessoa continuar o treino e a dieta. Uma pena que a empresa não tenha planos de colocá-lo no mercado tão já. http://www.nttdocomo.co.jp/english/
O império contra-ataca e os hackers querem ressuscitar os iTijolos.
Tem coisas novas acontecendo no mundo da Apple, que na opinião de muitos, inclusive deste geek que vos escreve, está num momento meio Anakin Skylwalker, entre a luz e as sombras. Sim, a empresa vai lançar um iPhone DESBLOQUEADO. Mas infelizmente, você tem que viver na França para comprar o aparelho. É que a Apple teve que obedecer às leis locais e dar a opção ao consumidor francês de comprar um aparelho que funcione com cartões de outras operadoras, além da Orange, empresa de telefonia com quem eles fecharam o contrato por lá. Será que o coração do jovem Anakin anda balançando? A Apple também anunciou que vai permitir que outros desenvolvedores construam programas para seu celular a partir de fevereiro. Isso não é pouco, esse foi um dos mais fortes motivos da disputa da empresa com os rebeldes, ou melhor, hackers. E por falar em hackers, um grupo chamado NVRAM afirma ter produzido o primeiro programa que coloca em funcionamento, sem bloqueios, os aparelhos que sofreram o contra-ataque imperial com a atualização do código promovida pela Apple, o firmware 1.1.1. Enquanto a maioria de nós, os sem-iPhone, assiste a isso e espera o danado chegar por aqui, está rolando esse vídeo engraçadíssimo de mais uma vítima de Steve Jobs. Mesmo com seu aparelho tranformado num iTijolo o cara encontrou soluções criativas para continuar a usá-lo.
Você morre de frio quando aquele seu chefe mala coloca o ar condicionado no pico? Seus problemas acabaram: chegou o USB Heating Blanket. Indicado para meninas que congelam no escritório ou gamers que atravessam a noite com o joystick na mão, o cobertor fica morninho assim que você o espeta na entrada USB de seu PC, Playstation ou Xbox. E mais: graças a um botão estrategicamente colocado em um de seus cantos, a coberta se transforma em um belo acessório de moda! À venda no site The Green Head por US$ 25.
Conheça as 5 primeiras comunidades do Orkut (e o que os brasileiros fizeram com elas)
Quando surgiu, o Orkut mirava nos universitários americanos. Quatro anos depois, 53% dos usuários são brasileiros (assumidos) 1ª) Stanford University Criada em: 19 de janeiro de 2004, às 06h50 Membros: 15.285 Objetivo original: reunir o pessoal da universidade californiana O que rola hoje: nos tópicos e enquetes mais quentes, amantes de pão (!?) dizem em alto e mau português que são perseguidos pelo moderador da comunidade, o próprio Orkut Büyükkökten
2ª) Abercrombie & Fitch Criada em: 19 de janeiro de 2004, às 07h11 Membros: 18.124 Objetivo original: falar sobre a grife preferida nos colleges O que rola hoje: o único movimento é na enquete "É com Rodrigo Nonato que eu vou?", com 339 votos. Aliás, só 37 vão
3)ª [excluída] Posso estar enganado, mas suponho que tenha alguma coisa a ver com pão ou Rodrigo Nonato.
4ª) I love wine Criada em: 19 de janeiro de 2004, às 14h39 Membros: 37.555 Objetivo original: troca de dicas de vinhos de lugares para desgustação O que rola hoje: enólogos do mundo inteiro aturam comentários como "vinho Canção é o melhor do mundo!"
5ª) Bluegrass Criada em: 19 de janeiro de 2004, às 16h27 Membros: 629 (só entra autorizado) Objetivo inicial: congregar amantes do bluegrass, um estilo de música country O que rola hoje: a comunidade é oligopolizada por Márcio Petracco, rockeiro gaúcho, e Cleiner Micceno, punk de Sorocaba
Na edição de outubro da Galileu, publicamos uma reportagem sobre as 7 maravilhas do mundo totalitário, uma lista feita pela revista americana Esquire. Para fazer você correr até o nosso blog, prometemos publicar aqui as fotos dos monumentos. Na nossa edição, as imagens do Mausoléu do Lênin, na Rússia, e das Mãos da Vitória, no Iraque, foram só um aperitivo. E como promessa é dívida, aí estão as outras cinco relíquias públicas construídas por ditadores para celebrar a si mesmos e a seus governos:
Diamante de sangue: estátua do ditador Laurent Kabila, no Congo
Ditadura coreana: monumento à fundação do Partido dos Trabalhadores
Lavagem cerebral: estátua do ex-ditador do Turcomenistão, Saparmurat Niyazov
Mao e o exército da libertação: estátua em Pequim representa Mao liderando o braço armado do comunismo chinês, o exército da libertação
Punho destruindo caça dos EUA: mão esmagando um avião simboliza um atentado financiado por Khaddafi, ditador líbio, contra um caça norte-americano
A terceira edição de Galileu Vestibular começa a chegar às bancas de todo o país na próxima segunda (22). Criado a partir do conteúdo publicado em Galileu e Época, o especial traz todo tipo de informação necessária para que os vestibulandos arrebentem em conhecimentos gerais e atualidades. A revista é dividida em três grandes blocos temáticos -- Brasil, Mundo e Ciência --, um quiz com perguntas que caíram em algumas das principais provas do País e dicas de Língua Portuguesa do professor Sérgio Nogueira, consultor da TV Globo e estrela do quadro "Soletrando", do programa "Caldeirão do Huck". Não marque toca e garanta a sua.
Olha só, finalmente alguém pensou em nós, os maníacos por plástico bolha. Ai, elas são tão calmantes, terapêuticas, companheiras até... E agora, são também infinitas! Acaba de ser lançado um novo gadget bem maluco, o Mugen Puti Puti, pela Baidu, empresa japonesa que já deu ao mundo o Tamagotchi, aquele bichinho virtual que precisava de carinho e comidinha pra não pifar. As bolhinhas virtuais já são uma febre entre a molecada nipônica (e a marmanjada estressada, claro). Enquanto as Puti Puti não chegam por aqui dá pra curtir o vídeo abaixo, hit no YouTube. Cuidado, apenas: assistir mais de 80 vezes o vídeo pode causar sonolência e desligamento da realidade. (brincadeirinha. rs.)
Assim como no mês passado, a capa escolhida pelos leitores bateu com a preferida pela redação. Como você verá, só fizemos alguns ajustes de cores, que deixaram a capa mais clara e pop. Sugestão, aliás, surgida em um comentário no meio da enquete. O resultado final da votação (476 votos válidos) foi o seguinte:
- Capa 3: 56% - Capa 1: 27% - Capa 2: 17%
Abaixo, a versão que começa a chegar às bancas de todo o Brasil na quinta da próxima semana, dia 25/10.
Moçada, Não sei o que houve, mas o post que encerrava a votação para escolha da capa da Galileu de novembro simplesmente sumiu aqui do blog. Ele foi ao ar às 17h e poucos minutos de ontem. Peço desculpas pelo rolo. Então, lá vai de novo: obrigado pela participação de todos, mas apenas os comentários postados até as 17h de ontem (segunda 15) entraram na contagem final. Ainda hoje divulgaremos a capa escolhida.
A pergunta acima pode parecer estranha, mas algo está acontecendo. Uma silenciosa disputa entre homens e enormes amontoados de computadores. E não, Garry Kasparov não está envolvido. Uma startup, como são chamadas as empresas de Internet que estão em seus primeiros meses de funcionamento, está oferencendo um serviço interessante, que vale a pena acompanhar: buscas movidas a gente e não aos algorítmos secretos dos buscadores mais tradicionais como Google e Yahoo. É isso mesmo, velhos e bons ‘bibliotecários virtuais’. O site chama-se mahalo.com e seus criadores querem mostrar como um toque humano pode fazer toda a diferença. Um exemplo de como um site como esse pode ser útil: numa pesquisa com o termo Iphone o Google traz nada menos que 167 milhões de páginas, das quais a grande maioria ou é irrelevante, ou trata-se de spam. Se você não tiver a sorte de ter os melhores resultados logo de cara, prepare-se para passar as próximas semanas vasculhando todas essas páginas. No Mahalo a mesma busca encontra 86 links, separados em categorias como vídeos, notícias, lojas, competidores. Na própria página de resultados há 3 vídeos excelentes, um deles mostrando o tamanho da conta de telefone de uma linda consumidora desesperada. Justiça seja feita, a primeira página de resultados do Google para o Iphone é até bacana, apenas não tão bem apresentada e organizada. Hummm… 1 X 0 para os humanos. Mahalo, que quer dizer ‘obrigado’ em havaiano, tem uma equipe bem pequena, são apenas 50 pessoas trabalhando na empresa (uma parte deles está na foto acima) e por enquanto opera apenas em inglês. Seu segredo é a comunidade de colaboradores que formam sua força de trabalho virtual, um exército de mais de mil pessoas que já coletou resultados para quase 10 mil termos de busca e deve chegar ao fim do ano que vem aos 25 mil termos, de ‘Albert Einstein’, nossa capa desse mês, a ‘Vanessa Hudgens’, a polêmica estrela do musical High School Musical. Esse exército, que eles chamam de Greenhouse, ou estufa, recebe por cada termo pesquisado e aprovado pela empresa, prática diferente da Wikipedia, que estimula uma participação digamos, mais abnegada de sua comunidade. (Para quem domina bem o inglês e já participa de sites colaborativos como a Wikipedia, fica a dica para faturar uma graninha. ) É excitante ver como a Internet continua evoluindo, mas o curioso é perceber como a ‘A busca’ ainda é o grande motor de transformação e inovação na rede. Existem várias linhas de pesquisa, a busca geográfica, com linguagem natural, a pesquisa de novas interfaces e correndo por fora, a busca movida a neurônios. Enfim, busca humana ou busca automatizada, alguém quer começar as apostas?
Uma outra "tropa" Em cartaz há quase duas semanas no Rio e em São Paulo, “Tropa de Elite” tornou-se um sucesso tamanho que já começaram a surgir as paródias. Recorrendo ao recurso de reeditar as cenas do filme e dublar as falas originais dos atores, um grupo de cariocas fez “Tropa de Sofredores”. Nesta nova versão, os aspirantes da PM Matias e Neto tornam-se torcedores do Botafogo do Rio, time que tem vivido um período de poucos resultados. Após uma discussão sobre a má fase da equipe numa sala de faculdade, a ação passa para o campo de treinamento, onde o capitão Nascimento vai tentar fazer os dois virarem a casaca. Será que ele consegue? Veja e divirta-se.
Repetindo a dose do mês passado, convocamos você, fiel leitor de Galileu, a nos ajudar na escolha da capa da edição de novembro. O tema é inspirador: como Albert Einstein, o maior de todos os gênios da ciência, interpretou os mistérios da espiritualidade. Dê o seu voto e deixe seus comentários. A enquete vai até segunda-feira (15/10), às 17h. Divulgaremos a capa vencedora na terça que vem. Galileu agradece.
Enquanto eu bato perna pelas lojas atrás de uma máquina digital de última geração que eu nem vou saber usar direito, tem gente fazendo arte com materiais bem mais simples. Achei o Blog da Lata Mágica, página pessoal de dois estudantes de turismo, enquanto navegava pela net à procura de coisas bacanas. Ali, Odilene Andrade e Willam Duarte, moradores de bairros da periferia de Recife e Paulista, em Pernambuco, expõem as fotos que tiram com uma câmera improvisada numa lata de leite em pó.
Incrível como o negócio fica bonito! Olhando as postagens antigas, achei o que eles usaram para definir o trabalho: “um tipo de fotografia primitiva, sem utilizar lentes ou outro equipamento sofisticado, onde a luz solar sensibiliza o papel virgem e, assim, vai desenhando a fotografia. A magia da arte de fotografar estimulando o olhar para o mundo”.
Acho que vou tentar montar a minha máquina de lata e depois coloco a "receita" (e fotos?) aqui. Por enquanto, vá fuçar no blog da Lata Mágica.
Galera do vestiba - Da esquerda para a direita: eu, Morgan (atrás, com cara de mau), Lucas e Silvia
Foram aproximadamente três semanas de trabalho pesado. Primeiro para selecionar os temas de conhecimentos gerais com maior probabilidade de caírem nos vestibulares (com a consultoria dos professores do Cursinho da Poli). Depois para vasculhar os arquivos das revistas Época e Galileu à procura de matérias que já haviam sido publicadas sobre os assuntos escolhidos. Algumas foram atualizadas e complementadas, outras, inteiramente produzidas (o Lucas e a Silvia quase enlouqueceram no meio de tantos prints e com meus e-mails diários pedindo listas e listas de informações para checar e complementar. Sem contar a matéria de capa, produzida pelos dois). Isso sem falar nas imagens... Ainda bem que o Morgan e o Batera (nossos designers) tiveram muita paciência com os pedidos de trocas de fotos de última hora e com as interrupções (que nos últimos dias do fechamento foram quase de minuto em minuto) para fazer ajustes, tirar prints, etc. O resultado de toda essa ralação você pode conferir na terceira edição da Galileu Vestibular que chega às bancas no dia 22 de outubro, com os temas mais quentes do momento nas áreas de ciência, mundo e Brasil. Fernanda
Esse é meu último post antes das minhas férias. Mas antes iniciar meu período de moleza absoluta, deixo uma dica para vocês.
No dia 27 de outubro, sábado, acontece o III Encontro dos Celíacos do Estado do Rio de Janeiro, com palestra do gastroenterologista Célio Salgado (Hospital das Clínicas / UFMG).
A doença celíaca é uma enfermidade hereditária caracterizada pela intolerância ao glúten, proteína presente na aveia, trigo, centeio e cevada. No celíaco, o glúten danifica as vilosidades, ou dobras, do intestino delgado e prejudica a absorção dos nutrientes dos alimentos.
A doença geralmente se manifesta na infância, mas pode aparecer na idade adulta também. Os sintomas variam: anemia resistente, perda de peso, inchaço abdominal, diarréia ou prisão de ventre e fadiga, entre outros. Mas a doença pode se desenvolver sem sintoma nenhum, o que representa um perigo já que, se não tratada, pode levar a complicações como anemia, osteoporose, abortos, esterilidade, câncer do intestino e até levar à morte por desnutrição aguda. Muita gente passa anos sofrendo diversos problemas de saúde até descobrir que a causa é a intolerância ao glúten.
O tratamento é simples: cortar todo e qualquer alimento ou bebida que contenha o dito cujo: pães, massas, cerveja, a não ser que tenham sido feitos com ingredientes alternativos, como farinha de arroz. É por isso que, em 2003, foi aprovada uma lei no Brasil obrigando todo alimento industrializado a imprimir no rótulo o aviso "Contém Glúten" ou "Não contém Glúten".
Por ter um caso na família, sei bem como essa doença pode ser grave caso não seja diagnosticada e tratada. Também sei como é chato ter que deixar de comer certos alimentos deliciosos, como uma boa pizza. Mas existem boas opções no mercado de produtos sem glúten e receitas que podem ser preparadas com farinha de milho, batata ou mandioca.
O importante é, caso haja suspeita, procurar um médico e fazer exames laboratoriais específicos que detectam a intolerância.
Serviço: III Encontro dos Celíacos do Estado do R J Quando: 27 de outubro de 2007, sábado, 14 horas Onde: Auditório Paulo Freire - UNI-RIO - Av. Pasteur, 458, Urca - RJ Entrada franca
Egípcios conseguem empréstimo de Obra-Prima Não se deixe enganar pelo físico gordinho do sujeito da estátua aí em cima, pois, de preguiçoso ele não tinha nada. Seu nome era Hemiunu, e ele entrou para a história como o arquiteto que construiu a grande pirâmide que serviu de túmulo ao faraó Quéops, 26 séculos antes de Cristo. O feito valeu a Hemiunu a glória de ser imortalizado numa estátua que é considerada uma das obras-primas da arte egípcia, e que hoje faz parte do acervo do Pelizaeus Museum na Alemanha. Na sexta feira, os diretores do Pelizaeus concordaram em atender um pedido das autoridades arqueológicas egípcias, que solicitaram um “empréstimo” da peça. Ela será exibida na abertura do Grande Museu Egípcio, atualmente em construção nas proximidades do planalto de Gizé e que tem inauguração prevista para 2011. Junto com a estátua de Hemiunu, as autoridades egípcias desejam exibir outras quatro importantes obras que estão no exterior. Entre elas estão a Pedra Rosetta, que pertence ao Museu Britânico, e o busto de Nefertiti, que está no Dahlem Museum, em Berlin. Mas as duas instituições já disseram que não vão colaborar.
E você, também acha que as obras de arte egípcia devem ser devolvidas aos egípcios? Ou é melhor deixá-las onde estão, a fim de que sejam melhor conservadas? Dê sua opinião
US National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA)
Nessa semana o Brasil recebeu a visita do biólogo marinho Lloyd Peck, do British Antarctic Survey, instituição dedicada a estudos e pesquisas na Antártida. Ele esteve em São Paulo a convite do British Council para participar do evento Christmas Lectures, organizado Royal Institution, a mais antiga instituição independente de pesquisa do mundo.
O evento foi dividido em quatro palestras com o tema “Antártida: O continente frágil - os respectivos desdobramentos da vida no Pólo e os possíveis impactos ocasionados pelas mudanças climáticas”, voltadas para estudantes convidados a partir da 8º série de escolas públicas e particulares. Confira parte do bate-papo que eu tive com ele ao final da última palestra.
Galileu: Como podemos resumir a importância do continente Antártico para o clima global? Peck: As maiores correntes oceânicas se movem de acordo com a quantidade de água fria no mar, que vem dos pólos. E as correntes influenciam o clima atmosférico.
Galileu: Você falou de uma mudança climática brusca que ocorreu há cerca de 15 mil anos. O que aconteceu? Peck: O planeta começou a entrar em uma era glacial que demorou apenas 50 anos para acontecer, quando geralmente demoram centenas de anos. Cientistas acham que foi por causa de mudanças nas correntes marinhas. A distribuição de calor pelo mundo mudou. Isso pode ter acontecido por diversos fatores: aumento de emissão de gás metano, queda de um meteorito, não sabemos. Uma mudança brusca poderia ocorrer de novo.
Galileu: O aquecimento da temperatura pode derreter mais gelo e afetar o nível do mar. Quais são as previsões dos cientistas quanto a isso? Peck: Desde a Revolução Industrial, quando o homem começou a emitir mais gás carbônico, o mar já subiu cerca de 60 cm. Algumas pesquisas estimam que pode subir mais 60 cm até 2100. Mas essas previsões são muito incertas. O gelo na Groenlândia e Ártico já está derretendo. Se a média de temperatura global subir mais 2, 3oC, o Ártico desapareceria em cerca de 300 anos. Também há gás metano congelado no solo antártico. Se o mar esquentar e derreter o gelo, pode liberar o metano e aumentar ainda mais o efeito estufa. Mas ninguém sabe se isso realmente pode acontecer. Na parte Oeste da Antártida, onde o gelo é mais instável, o que segura os glaciares (“rios” de gelo derretido) são as prateleiras de gelo da borda do mar congelado. Se elas derreterem, esses glaciares podem escorrer para o mar.
Fernanda Colavitti, 30 anos, é repórter da Galileu há 5, escrevendo sobre saúde, comportamento e bizarrices de todo tipo(sua especialidade). É fã de cinema, seriados e uma mesa de boteco com os amigos fcolavitti@edglobo.com.br
Juliana Tiraboschi, 26 anos, é repórter da Galileu desde 2004 e gosta de escrever sobre meio ambiente, história, saúde e comportamento. Curte viajar, fotografia, cachorros, música e é viciada em doces jtiraboschi@edglobo.com.br
Pablo Nogueira, 33 anos, trabalha há 5 na Galileu. É nosso repórter especializado nas matérias da chamada “hard-science”: física, astronomia e assuntos dos quais outros repórteres costumam fugir. Quando não está ralando, se diverte visitando cachoeiras, indo à praia (como todo bom carioca) e lendo bons livros pdiogo@edglobo.com.br
Edson Franco, 44 anos, entrou para o mundo das revistas há três anos, depois de mais de 20 na redação do jornal Folha de S.Paulo. Ocupa a cadeira de editor na Galileu desde fevereiro de 2006. Seu tempo livre é ocupado por guitarras, discotecagens em festa de música brasileira dançante, discos de vinil e cinema efranco@edglobo.com.br
Hélio Gomes, 37 anos, edita revistas há 13. Está na Galileu desde a edição 154 (maio de 2004) e divide suas horas fora da redação entre guitarras, discos, DVDs, o melhor e o pior da web, brincadeiras de criança e revistas dos quatro cantos do mundo hgomes@edglobo.com.br
Mariana Romão, 19 anos, é novata no mundo jornalístico. Cursa o terceiro ano de jornalismo na Cásper Líbero, estagia na Galileu desde julho de 2007 e topa escrever sobre qualquer parada. É formada em balé e sapateado e agora busca um diploma em mandarim. Adora cantar no chuveiro, fazer farra com os amigos, cinema e mousse de maracujá mromao@edglobo.com.br
Emiliano Urbim, 28 anos, é editor-assistente da Galileu desde julho de 2007. Gosta de escrever sobre comportamento, história, cultura pop e, acima de tudo, contar boas histórias. Fora da redação, literatura, quadrinhos, futebol e baixa gastronomia tomam boa parte do seu tempo livre eurbim@edglobo.com.br
Saulo Ribas tem 31 anos, doze deles enfurnado em redações desenhando páginas de revistas. Nas poucas horas vagas, exercita seu lado geek consumindo vorazmente informações sobre o mundo digital, transferindo podcasts para seu Ipod ou assistindo o seriado Heroes. Gostaria que o dia tivesse 30 horas. sribas@edglobo.com.br