Já que o pessoal agitou aí nos comentários sobre a escolha da próxima capa da Galileu, aqui vai um tema mais ameno.
A Michigan Lawsuit Abuse Watch, uma instituição americana que “denuncia” casos de processos judiciais absurdos, comuns nos EUA, promoveu o 11º Concurso Anual de Avisos Bizarros para saber qual era a informação mais surreal contida em algum produto ou equipamento. É que os fabricantes, temendo levar um processo caso o consumidor tenha algum problema, tentam se prevenir com alertas muitas vezes estapafúrdios.
Esse aí da foto, o vencedor, traz a brilhante legenda: “Evite a morte”. É um aviso de um fabricante de tratores para que um motorista incauto não deixe que a escavadeira caia em sua própria cabeça.
Clique aqui para ler a lista completa (em inglês).
Você já viu algum aviso tão estranho quanto esse? Compartilhe conosco aí nos comentários.
Um obrigado gigante a todos que votaram e deixaram suas opiniões. Amanhã subiremos um post contando qual foi a capa escolhida. Lembrem-se: tudo pode acontecer. Vale deixar claro que a enquete não determina nossa opção final, mas a opinião dos leitores tem peso expressivo no processo de decisão.
Capa de janeiroNeste mês a discussão para decidir a capa está acirrada na redação. Pudera, as duas pautas contrapõem dois dos temais mais caros à revista: drogas e religião. Assim, pedimos mais uma vez a sua ajuda antes de tomar a decisão final. Qual das capas abaixo você curte mais? A sobre ecstasy ou a que investiga a possibilidade de viver biblicamente nos dias de hoje? Mande seus comentários até as 17h desta terça-feira e, a partir de quarta (no site) e de 27 de dezembro (nas bancas), confira a capa que você ajudou a escolher.
Chega de ser aquele fã desmobilizado. Quer que alguma banda legal venha tocar na sua cidade? Então fale com seus pares e entrem com tudo no site Eventful. Ali, dá para pedir para que músicos como John Mayer (foto) dêem o ar da graça em alguma arena perto de você. Os criadores do site afirmam que os produtores dos shows irão levar esses pedidos em consideração na hora de programar as turnês de seus comandados. O Eventful não serve só para isso. Ele também tem um abrangente calendário de eventos e uma boa relação de lugares para ver shows. E, desta vez, não ficamos de fora. Hoje há 44 eventos listados só para a cidade de São Paulo no site. Entre eles os shows do Infected Mushroom e do Iron Maiden e grandes feiras como Fenit e Salão do Automóvel.
Se o seu repertório de novidades tecnológicas (como o meu) se resume ao iPod e ao iPhone, vale a pena dar uma olhada na lista dos sonhos de consumo tecnológicos de quem realmente entende do negócio. A revista “Popular Science” perguntou para personalidades do “circuito high-tech” – de jornalistas especializados ao fundador da Atari – quais as novidades eletrônicas desse ano eles mais cobiçaram e quais sonham ter no futuro.
Há exatos 10 anos, em 13 de dezembro de 1997, começava o fim do britpop, modinha musical que embalou ingleses, modernos e simpatizantes mundo afora. Nesta data a banda Oasis tocou pela primeira vez em Manchester, sua cidade, após lançar o álbum "Be Here Now". Entraram aplaudidos e saíram vaiados, detonando uma reflexão coletiva de que o disco, a banda e todo o suposto movimento estava com a validade vencida. Abaixo, relembre os brits que eram pop nos anos 90. (Ou, se tem menos de 20, descubra do que diabos eu estou falando.)
BANDA
AUGE
HOJE
Blur
Fundadores do britpop, eram os intelectuais do movimento, com músicas cheias de metáforas e referências. Caíram em desgraça ao virarem rivais do Oasis.
Depois que o Gorillaz, o projeto de palhaçada do líder Damon Albarn, fez muito mais sucesso do que o Blur, o clima pesou e a banda entrou em recesso indeterminado.
Suede
Os posers. Tinha um guitarrista virtuoso (Brett Butler) e um vocalista esganiçante (Brett Anderson), mas esqueceram de copiar o resto das qualidades do Led Zeppelin.
O guitarrista largou o banda, deixando o vocal magoadinho. Ano passado, a dupla voltou com The Tears, mas ninguém notou. Separaram de novo.
Oasis
Bateram recordes de vendas, sucesso e público com apenas dois discos. Às vésperas de lançar o terceiro, em 1997, tinha gente séria realmente achando que eles eram os novos Beatles.
Deprimentes paródias de si mesmos. Resta a esperança que Noel Gallagher chute o irmão mala Liam pra escanteio e recomece com uma carreira solo. Carreira musical, dessa vez.
Pulp
Estavam na estrada desde os anos 80, mas aproveitaram para embarcar na modinha. A banda de Jarvis Cocker tem uma obra-prima, o disco "Different Class", do hino "Common People".
Após o fiasco do disco seguinte "This is Hardcore", nunca mais lançaram nada. Melhor assim.
The Verve
Veteranos que estavam por ali sem fazer nada, ficaram amigos do Oasis e superaram os compadres com "Bitter-Sweet Symphony".
O suposto gênio Richard Ashcroft, lider da banda, saiu em carreira solo e não convenceu ninguém.
Manja aquele velho truque de colocar uma colher de chá dentro de uma garrafa de refrigerante ou champanhe para manter o gás? É tudo MENTIRA!
Essa lenda urbana foi desmascarada pelo pessoal da revista New Scientist, que compilou o passo-a-passo e os resultados de uma série de experimentos caseiros divertidos no livro “How to Fosilize your Hamster – and other amazing experiments for the armchair scientist”, da editora Profile. (“Como fossilizar seu Hamster – e outros experimentos surpreendentes para o cientista amador”, sem versão em português).
Uma dessas experiências mostrou que o truque da colher não faz sentido. Quer repetir em casa? É muito simples:
Material - Duas garrafas de champanhe (se estiver com a grana curta, serve um vinho espumante barato) - Geladeira - Uma colher de chá - Taças
Modo de fazer: Abra as duas garrafas e beba um pouco de cada, a mesma quantidade para cada uma. Insira a colher em uma das garrafas, com o cabo virado para baixo, sem tocar o líquido. Deixe as garrafas passarem a noite dentro da geladeira. No dia seguinte, experimente o champanhe de ambas as garrafas em intervalos regulares, pode ser uma vez de manhã, uma à tarde e uma à noite. Você vai perceber que não há nenhuma diferença entre as bebidas das diferentes garrafas.
O que acontece? Esse simples experimento demonstra a importância de ter condições controladas ao tentar comprovar ou negar uma teoria. “Não é incomum atribuirmos significado a eventos aparentemente ligados quando não há informações de controle para compará-los”, dizem os autores. “Muitas vezes ouvimos as pessoas dizerem coisas como: ‘incrível, estava pensando em você quando me ligou’. Nós meramente ignoramos a quantidade de vezes nas quais pensamos em alguém e o telefone não tocou”.
As pessoas pensam que a colher funciona simplesmente porque com ela a bebida se mantém borbulhante por alguns dias. Mas ter um “objeto controle”, a garrafa sem colher, para comparar os resultados, mostrou que o talher não faz diferença.
Que tal dar uma olhada na superfície do Sol bem de pertinho? Os cientistas de hoje podem fazer isso graças à ação das sondas que fazem monitoramento da atividade solar, tais como a japonesa Hinode. A última edição da revista científica Science trouxe um artigo sobre a origem dos ventos solares elaborado a partir de dados coletados pela Hinode. O vento solar é um fluxo de partículas eletricamente carregadas que é regularmente expelido da nossa estrela e varre o sistema solar a velocidades de 1,5 milhão km/h. Quando as descargas são muito intensas, terminam ocasionam distúrbios nos satélites e comunicações aqui na Terra. No artigo, os cientistas dizem que, graças á alta resolução dos instrumentos da Hinode, pela primeira vez conseguiram observar na estrela evidências de um tipo de onda conhecido como onda de Alfven. A ação dessas ondas magnéticas no gás eletricamente carregado ao redor do sol pode ser o mecanismo responsável pela formação do vento solar.
Mas você também, que não é cientista pode vislumbrar a atividade na superfície solar em close. Basta clicar aqui.
O sucesso de nossa edição de dezembro (aquela com um simpático basset hound na capa) causou um efeito colateral no mínimo curioso: a reação dos donos de gatos. O negócio pegou fogo na comunidade do orkut dedicada aos donos de felinos, onde até ameaça de porrada em cima deste pobre escriba já rolou (kkkkkkkk!). A discussão já chegou até na comunidade dos leitores da Galileu. Devo dizer que acho sensacional todo tipo de mobilização e dou meus parabéns a quem briga pelo que quer. Quanto ao desejo da moçada – uma reportagem sobre gatos nos mesmos moldes da que fizemos sobre cães – só posso adiantar que ela está sim em nossos planos, mas ainda não sei exatamente quando ela vai rolar e se há potencial para capa. O negócio é ficar de olho.
As meninas da foto acima não sofreram nenhum acidente, nem estão machucadas. Elas só estão seguindo a última moda em Harajuku, bairro fashion de Tóquio, no Japão, segundo um site de notícias sobre as bizarrices praticadas do outro lado do mundo. Cabeças enfaixadas e olhos com tampão fazem parte do Kegadoru (algo como ídolos machucados). Uma das explicação para a insanidade, segundo as adeptas, é chamar a atenção masculina. “muitos elogiam as bandagens”. A outra é que elas são bonitas (!!!??).
Já que o pessoal anda tímido nos comentários, resolvi tentar as curiosidades. Na edição de janeiro vamos falar das Sete Maravilhas que Nunca Foram Encontradas — tumbas de reis, obras de arte, até objetos não identificados. Mas achei que era injustiça deixar tantas coisas maravilhosas de fora. Seguem aí outras maravilhas do mundo:
Promessa é dívida: conforme combinamos em nossa edição de dezembro, clique aqui e veja a galeria com as primeiras imagens dos cães dos leitores da Galileu. A coisa linda aí de cima é a Dara, dog alemão de 4 meses de nosso leitor Eddie Barea. Ficou com vontade de mostrar para todo o mundo como o seu “filho” é maravilhoso? Então mande um e-mail para mromao@edglobo.com.br com as suas melhores fotos.
O site inglês Daily Cognition fez uma sensacional lista dos dez monumentos e estátuas mais bizarros do mundo. O meu preferido é esse aí da foto, que fica em Los Angeles, EUA. Veja a lista completa no link. Qual você acha que é o mais estranho?
Viagem em alta velocidade Essa é uma dica para os apreciadores de boa literatura, e em especial para os fãs da ficção científica. Foi relançado no país, há pouco tempo, uma das obras clássicas de Isaac Asimov. Trata-se de “O Fim da Eternidade”, obra de 1955 na qual o russo naturalizado americano explorou o tema da viagem no tempo. Mas o fez à sua maneira, utilizando a imaginação privilegiada para criar não um, mas vários mundos alternativos de uma vez só. Para começar, jogou longe o conceito arraigado de que o passado não deve ser alterado, a fim de preservar o futuro. Pois a tarefa do protagonista da narrativa, um certo Andrew Harlan, é justamente analisar quais as modificações que devem ser feitas, em certos momentos da história, a fim de gerar um futuro com menos sofrimento para a humanidade. Harlan, porém, põe em xeque toda a sua vida após o encontro com Noÿs Lambent, uma bela e sedutora mulher por quem se apaixona. Mas a plácida história de amor se transforma num labirinto de pistas falsas, cheio de viradas inesperadas e contado em ritmo de thriller. É daqueles para ler de um fôlego, sem parar.
Qual o seu livro ou filme favorito sobre viagem no tempo? Compartilhe conosco.
A Amazon, maior livraria online do mundo, está causando burburinho com o Kindle, uma espécie de livro eletrônico que acaba de lançar (clique no link para ver um vídeo mostrando como ele funciona). Ele tem o tamanho médio de um livro de papel e a espessura de um lápis. O dono do brinquedo pode comprar livros virtuais direto do aparelho, sem precisar de conexão com a internet, pois ele usa sistema de telefonia celular, que baixa os textos instantaneamente. O banco de dados da Amazon já conta com 90 mil títulos, entre livros, revistas e jornais. Os lançamentos custam apenas US$ 9,99.
O aparelhinho custa US$ 399 e a primeira leva já está esgotada (mas a empresa não revela números de vendas). Tem gente dizendo que o Kindle está para a Amazon assim como o iPod para a Apple, e que pode revolucionar o mercado da escrita assim como o outro revolucionou o da música.
Mas nem todo mundo se empolgou com a novidade. O escritor e músico Steven Pole é um deles. “O Kindle é chamado de ‘aparelho de leitura sem fio’: não sei quanto a você, mas eu sou capaz de ler sem precisar de fios desde que sou muito pequeno”, escreveu em seu blog. Ironias à parte, Steven declara que não é um fetichista de livros na sua forma tradicional, apenas acha que a tecnologia tem que evoluir muito para tomar o lugar do papel. Evoluções que concernem, por exemplo, a bateria. Imagina se você estiver na parte mais emocionante de uma história envolvente e puf!, o desgraçado desliga?
E você, acha que o bom e velho livro será um dia substituído por aparelhos eletrônicos?
Sem idéias para presentear no natal? O site britânico de humor religioso Ship of Fools (algo como nau dos insensatos) faz todo ano uma lista de sugestões de regalos de “Kitschmas” (mistura de kitsch – cafona- com Christmas- natal). Entre os treze itens indicados estão um pen drive em formato de Virgem Maria, calcinhas fio-dental com figuras de santos, uma torradeira que faz “torradas santas”, um perfume do Papa e um jogo de tabuleiro do tipo “Banco Imobiliário” do Vaticano, cujo objetivo é se tornar o próximo Papa. Veja as outras sugestões no site.
O efeito dominó de "Tropa de Elite" parece não ter fim. Agora o designer carioca Fabio Lopez criou o War in Rio, baseado no jogo clássico. Acalmem-se, advogados da Grow: é só arte, não está à venda. "O objetivo é gerar uma discussão através de uma proposta cínica de diversão", diz Fabio no blog que criou para divulgar o projeto, onde tabuleiro, peças e regras são detalhadas — pelo que dá para ver nas várias fotos, ficou muito bom. "No lugar de invadir Moscou, conquistar a África ou aniquilar os exércitos brancos, que tal invadir a Cidade de Deus, conquistar a Baixada ou eliminar o Comando Vermelho?", diz Fabio.
E você, carioca, fluminense ou brasileiro, o que acha da violência da Cidade Maravilhosa transformada um jogo de tabuleiro?
Algumas notícias sobre crises ambientais, como a extinção do golfinho chinês baiji, por exemplo, estão muito distantes da nossa realidade, apesar de afetarem o ecossistema global como um todo. Outros fatos, porém, mexem diretamente com nosso dia-a-dia.
Como as conseqüências da pesca excessiva. Em seu blog, a chefe de cozinha Andrea Kaufmann se queixa da dificuldade em encontrar no mercado robalos no tamanho adequado para preparar pratos em seu restaurante paulistano. Um estudo publicado na revista científica Nature, no ano passado, alertou que em 20 anos algumas espécies de águas profundas do Atlântico Norte, como o bacalhau, o atum e o salmão, podem desaparecer dos mares. E em meados deste ano, a notícia de que carne de cervo e de cavalo estavam sendo transformadas em sushis e sashimis para suprir a falta de atum nos restaurantes japoneses surpreendeu a imprensa mundial.
Releia um trecho da matéria que Galileu publicou sobre o problema na edição de dezembro de 2003 (acesso na íntegra para assinantes). E aí, será que ficaremos sem esses peixes em nossas mesas?
A torcida vibra e o locutor brada a plenos pulmões: “Nããão! Ele foi atingido e caiu da sua vassoura! Essa deve ter doído”. Acredite se quiser: esse não é um trecho de um dos sete livros da saga Harry Potter narrando uma partida de quadribol. A cena aconteceu há poucos dias no campus da Universidade de Middlebury, fundada em 1800 no bucólico estado norte-americano de Vermont, na fronteira com o Canadá. A história toda está nesta reportagem do jornal “USA Today”. Inspirados pelo universo fantástico de J.K. Rowling, os alunos da tradicionalíssima instituição começaram a jogar sua versão do “esporte” há dois anos. Mas agora a coisa ficou séria e um campeonato com 12 times de sete integrantes rolou há poucos dias (veja foto abaixo). A adaptação transformou o quadribol em um jogo pé-no-chão (claro), mas os atletas não dispensam suas vassouras. O pomo de ouro é um aluno que corre sem parar de um lado para o outro (coitado!) e os balaços são bolas de tênis enfiadas em meias. O jornal define o jogo como uma mistura de queimada, futebol e rugby.
Há quem diga que o número de alunos que disputam uma vaga na universidade vem aumentando graças à popularidade da brincadeira. E nem mesmo o custo médio anual de quase R$ 100.000 parece ser um problema. Fica a pergunta: será que alguém por aqui já criou o quadribol com a ginga verde-amarela?
Conheci a Luciana Campos quando estava fazendo a reportagem sobre vikings da edição passada de Galileu. Fui entrevistar seu marido, o historiador Johnni Langer. E não é que ela me recebeu com um típico petisco da culinária Viking? Foi assim que fiquei sabendo da pesquisa que ela desenvolve para recriar pratos da Idade Média e da Antiguidade. Como o Pulsan que você vê acima, que, acompanhado de um pão também preparado de modo característico, era uma das opções preferidas pelos trabalhadores do império romano. A seguir, segue uma entrevista com ela.
Galileu – Como surgiu seu interesse pela culinária da Antiguidade e da Medieval?
Luciana – Desde a adolescência tenho um interesse especial por culinária em geral, mas foi durante a graduação, quando iniciei a minha pesquisa sobre a sociedade medieval portuguesa, que percebi o quanto era interessante estudar os hábitos alimentares, as receitas, enfim, a gastronomia da Idade Média. A partir do início das leituras e pesquisas sobre a gastronomia medieval, também me interessei por pesquisar a alimentação na Antiguidade, que influenciou toda a "mesa medieval".
Galileu – Como se faz esse tipo de pesquisa?
Luciana – Primeiramente é preciso realizar uma série de leituras sobre a vida cotidiana do povo e do país ou região do qual se pretende conhecer a gastronomia. Depois, é necessário se aprofundar em leituras específicas de história da alimentação, pois infelizmente ainda são poucas as pesquisas sobre gastronomia histórica. São necessárias também leituras sobre Antropologia, que vão ajudar a entender por que determinados alimentos eram preparados e consumidos de uma determinada maneira. A outra etapa da pesquisa consiste em pesquisar os ingredientes de cada receita: os temperos, as ervas, as especiarias, os ingredientes principais, e aí buscar cada um deles. Algumas receitas trazem nomes de ingredientes que parecem estranhos como, por exemplo, o "agrasso", que é o sumo de uvas verdes usado na Idade Média para temperar carnes e assim " disfarçar" o gosto podre. Pois era comum - já que não existia geladeira nem freezer - consumir carnes em estado de putrefação.
A última etapa é a "confecção" do prato. É preciso atentar também para o uso de utensílios como panelas de barro, ferro e pedra e, claro não utilizar batedeiras, liquidificadores ou processadores. Antes de chegar ao momento da degustação do prato é preciso muita pesquisa. Antes de preparar o "Kjuklingur stuvad i öl" (um frango na cerveja à moda viking), por exemplo, foi preciso umas duas semanas de pesquisa antes da degustação do prato. E, é claro, é preciso ter alguma habilidade na cozinha.
Podemos ver a importância que as pesquisas na área de gastronomia histórica tem alcançado pela publicação de livros como o "Viking Cook Book" disputadíssimo por chefs franceses e que já está com a edição esgotada! A importância da Antropologia e da História também são importantes para os chefs e futuros chefs, como comentou em recente entrevista à uma rádio paulistana o chef Alex Atala. Pablo Nogueira
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Quer reunir uns amigos e tentar um jantar à moda Antiga? Eis aí a receita do almoço romano.
Polsan
Misture 3 dentes de alhos grosseiramente amassados com alecrim e duas ou três folhinhas de arruda. Junte a essa mistura de temperos uma ricota amassada, uma xícara de chá de grão-de-bico cozido e pedaços de salsão. Acrescente azeite de oliva e um pouco de sal.
Pão romano
4 colheres de sopa de farinha de trigo integral 2 colheres de sopa de farinha de cevada. 15 gramas de fermento biológico água morna azeite sal. Dilua o fermento na água morna. Acrescente aos poucos as farinhas e o azeite até desgrudar das mãos. Amasse bem. Deixe crescer até dobrar de volume. Faça pequenas bolas e com um faca faça cortes na superfície da massa. Coloque para assar.
Esse pão acompanhado do polsan constitui uma refeição completa que, provavelmente na Roma antiga era o almoção de um sapateiro!
Os fãs de literatura ganharam um canal exclusivo de vídeos online. O Cronocópios, portal de incentivo à literatura contemporânea brasileira, lançou sua TV online com o programa Bitnik, que traz entrevistas com escritores coberturas de lançamentos literários e reportagens gravadas no local de trabalho ou na casa de escritores.
Sensacional este joguinho de localizar pontos no mapa-múndi:LINK
Um verdadeiro teste de destreza mausística e geográfica. Começa com cidades fáceis, como Paris e São Paulo, mas quando você vê o desgraçado quer saber onde fica uma ilha da Micronésia. Cheguei na última fase (a prova está aí em cima), mas não consegui terminar. E você?
Desta vez, não tivemos tempo de fazer uma enquete com você, caro leitor de Galileu, para nos ajudar na escolha da capa de dezembro. Mas tenho certeza de que você curtiu a imagem aí de cima tanto quanto nós. Depois do feriadão (oba!) contaremos mais detalhes sobre a edição de dezembro, que começa a chegar às bancas de todo o Brasil na quinta 22. Por enquanto, fique com esse aperitivo especial.
Americano é mesmo chegado em revólveres, rifles e afins. Agora a moda é personalizar e estampar armas de fogo para atrair o público feminino. Segundo matéria publicada no site Annanova, diversas lojas de armas nos EUA estão estocando rifles e espingardas com detalhes na cor rosa. Segundo o gerente de uma dessas lojas, as mulheres estão se interessando cada vez mais por caçar, daí o investimento em armas mais enfeitadas e coloridas. Jim Astle, dono da loja Jim's Gun Supply, já vem fazendo esse tipo de serviço há quatro anos. Ele diz que sua filha de doze anos possui uma espingarda de caça com estampa camuflada em rosa.
Alguns aproveitam a tendência para fazer humor. O site GlamGuns oferece uma paródia do fuzil AK-47 com estampa da Hello Kitty.
Eu devia ter uns 10 anos quando um tio meu, com quem eu costumava dividir barras de chocolate tipo cobertura, descobriu que era diabético. Nunca mais dividimos uma e vi a família inteira se mobilizando nos aniversários para montar um cardápio do qual ele também pudesse desfrutar.
Para quem passou anos abusando do açúcar, levar a vida sem doce é uma dificuldade imensa. Não sei quantos diabéticos ou parentes e amigos de diabéticos freqüentam esse blog, mas aqui vai uma dica bacana: a Sanofi-aventis lançou o livro “Comida que cuida 2 – O prazer na mesa e na vida de quem tem diabetes”, um compilado de receitas (inclusive de sobremesas!), dicas de como se alimentar fora de casa, listas de alimentos com a indicação de carboidratos por porção e depoimentos de diabéticos e endocrinologistas brasileiros especialistas no assunto.
A distribuição do livro é gratuita para hospitais e instituições que prestam ajuda a pacientes com diabetes. As instituições só precisam encaminhar um pedido pelo formulário disponível no site da Sanofi-aventis.
Um serviço importante, já que hoje existem cerca de 246 milhões de pessoas no mundo, segundo a Federação Internacional de Diabetes, lutando para lidar com as limitações que a doença impõe à alimentação. Só no Brasil, estima-se que haja 11 milhões de diabéticos.
Quem é o dono desta pirâmide? Imagine ser dono de uma das sete maravilhas do mundo, um colosso arquitetônico que inclui pirâmides, edifícios públicos, praças e até um observatório, tudo com um mais de um milênio de idade? Pois para a família Barbachano, um grupo de ricos proprietários mexicanos, esse sonho virou drama. Eles são os donos das terras onde fica Chichen Itzá, jóia da arquitetura maia onde, por volta do ano 1000, ficava um dos principais centros políticos da península do Yucatan.
A família dos Barbachanos comprou o terreno de 100 acres de um estudioso americano na década de 1940. Hoje quem administra a área é um órgão do governo, o Instituto Nacional de História e Antropologia. Após a escolha de Chichen Itzá como uma das sete maravilhas do mundo moderno, ocorrida em julho, o debate sobre quem é realmente o proprietário da região ganhou o México. O governo já mandou um recado direto à família: quer ficar com o terreno definitivamente, mas pretende oferecer alguma forma de compensação, sob a forma de pagamento ou a concessão de outro terreno. A família não parece inclinada a aceitar nenhuma das ofertas, mas as negociações continuam.
E você, o que acha? Será que o direito de propriedade também se aplica às Sete maravilhas do Mundo?
Você gosta de bichos? Então daqui a pouco você vai saber por que não dá para perder a próxima edição de Galileu. Enquanto isso, dê uma passada pelo site do fotógrafo e cineasta norte-americano Andrew Zuckerman. É impressionante a maneira como ele registra animais em estúdio, com iluminação perfeita, fundo branco e um trabalho incansável de produção. O vídeo abaixo da uma idéia de como são feitas as imagens. O resultado são fotos em que mesmo velhos conhecidos aparecem de maneira inédita.
A fabricante de lingerie Triumph International Japan encontrou uma maneira sexy de ajudar a salvar o planeta. Um sutiã feito de hachis (os pauzinhos usados para comer comida japonesa) foi apresentado hoje, em Tóquio, pela empresa. A idéia é estimular a reutilização dos cerca de 25 bilhões de pares “pauzinhos” de madeira usados pelos japoneses todos os anos. O sutiã, que não será colocado à venda, é feito de uma tigela de arroz do lado esquerdo, e de outra para missoshiro. Um par de hachis fica entre os dois lados, em uma base removível.
Quer saber como descascar batatas de uma maneira fácil e rápida? Ou que tal descobrir um método para acabar com o choro do bebê instantaneamente? Seus problemas acabaram! Os divertidos vídeos do site Waitless ensinam métodos simples de resolver pequenas dificuldades do dia-a-dia, desde como descascar um ovo a jato, remover aquela areia que fica grudada no corpo quando vamos à praia e até como enrolar os fios de seu iPod de modo que não enrosquem. Vai lá: http://www.waitless.org.
Hoje saiu num blog americano de tecnologia, o Crave, um rumor interessantíssimo: a Apple fez pedidos de patente de um novo aparelho, uma espécie de tablet, turbinado com a interface touchscreen do iPhone e do iPod Touch. Nos desenhos ao lado dá pra ver um pouco da proposta. Será que um produto assim, leve e simples, poderia ser o que falta para popularizar os ebooks e quem sabe, até as revistas em versão sem-papel? Já dá pra imaginar como seria bacana ler a Galileu num aparelho desses. Com direito a ouvir música e conectado na Internet. Uma curiosidade: a Apple foi a criadora do conceito de PDAs, ou Assistente Pessoal Digital, com o Newton, em 1993. E sua interface revolucionária já era sensível ao toque. De uma canetinha de plástico. Como o Palm e todos os outros PDAs que copiaram o conceito. Agora a mágica aconteceria com o toque dos dedos. Será que é pra valer? Eu estarei na fila pra comprar um bichinho desses, quando (e se) rolar. Saudações geeks, Saulo Ribas
Fernanda Colavitti, 30 anos, é repórter da Galileu há 5, escrevendo sobre saúde, comportamento e bizarrices de todo tipo(sua especialidade). É fã de cinema, seriados e uma mesa de boteco com os amigos fcolavitti@edglobo.com.br
Juliana Tiraboschi, 26 anos, é repórter da Galileu desde 2004 e gosta de escrever sobre meio ambiente, história, saúde e comportamento. Curte viajar, fotografia, cachorros, música e é viciada em doces jtiraboschi@edglobo.com.br
Pablo Nogueira, 33 anos, trabalha há 5 na Galileu. É nosso repórter especializado nas matérias da chamada “hard-science”: física, astronomia e assuntos dos quais outros repórteres costumam fugir. Quando não está ralando, se diverte visitando cachoeiras, indo à praia (como todo bom carioca) e lendo bons livros pdiogo@edglobo.com.br
Edson Franco, 44 anos, entrou para o mundo das revistas há três anos, depois de mais de 20 na redação do jornal Folha de S.Paulo. Ocupa a cadeira de editor na Galileu desde fevereiro de 2006. Seu tempo livre é ocupado por guitarras, discotecagens em festa de música brasileira dançante, discos de vinil e cinema efranco@edglobo.com.br
Hélio Gomes, 37 anos, edita revistas há 13. Está na Galileu desde a edição 154 (maio de 2004) e divide suas horas fora da redação entre guitarras, discos, DVDs, o melhor e o pior da web, brincadeiras de criança e revistas dos quatro cantos do mundo hgomes@edglobo.com.br
Mariana Romão, 19 anos, é novata no mundo jornalístico. Cursa o terceiro ano de jornalismo na Cásper Líbero, estagia na Galileu desde julho de 2007 e topa escrever sobre qualquer parada. É formada em balé e sapateado e agora busca um diploma em mandarim. Adora cantar no chuveiro, fazer farra com os amigos, cinema e mousse de maracujá mromao@edglobo.com.br
Emiliano Urbim, 28 anos, é editor-assistente da Galileu desde julho de 2007. Gosta de escrever sobre comportamento, história, cultura pop e, acima de tudo, contar boas histórias. Fora da redação, literatura, quadrinhos, futebol e baixa gastronomia tomam boa parte do seu tempo livre eurbim@edglobo.com.br
Saulo Ribas tem 31 anos, doze deles enfurnado em redações desenhando páginas de revistas. Nas poucas horas vagas, exercita seu lado geek consumindo vorazmente informações sobre o mundo digital, transferindo podcasts para seu Ipod ou assistindo o seriado Heroes. Gostaria que o dia tivesse 30 horas. sribas@edglobo.com.br